quarta-feira, 13 de julho de 2011

O Modelo do Professor Surdo de Wilson Santos Silva

Eu sou o professor Surdo, chego à sala,
Cumprimento seus alunos surdos.
Espantado, vejo meus alunos surdos fazerem gestos.
Então, eu me recordo,
Quando eu era criança surda, também fiz gestos,
O professor Surdo sinalizava para mim,
Assim, eu aprendi a fazer sinais.
Então, subitamente, eu me desperto
E vejo meus alunos surdos, os cumprimento novamente.
Coloco minha pasta de lado,
E começo a sinalizar para todos eles.
Cada aluno faz gestos e em seguida,
Sinalizam todos sorrindo.
Vendo isso, fico feliz ,sorrindo.
O aluno cresce, se torna professor de LIBRAS
E outra aluna cresce e se torna professora de LIBRAS
Tenho orgulho de professores surdos!
E se cumprimentam realizados.
Dão as mãos uns aos outros!
Que orgulho!

sábado, 28 de maio de 2011

Lamento Oculto de Um Surdo

Por : Shirley Vilhalva

sábado, 14 de maio de 2011

LUZ SEM FIM - Nelson Pimenta

sábado, 7 de maio de 2011

LIBRAS: Poesia. Força!!!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Lutar Libras Brasil


É sobre o Movimento dos Surdos em favor da Educação e da Cultura Surda.

domingo, 10 de abril de 2011

POESIAS EM LIBRAS


A Vez da Voz firmou uma parceria com a TV Minuto para mais um projeto “Poesia em Libras” nas linhas do Metrô de São Paulo.

Os intérpretes Rafaella Sessenta e Fabiano Campos colocaram a Língua de Sinais em 30 poesias de poetas como Cecília Meireles, Patativa do Assaré, Casimiro de Abreu, Edmunda Mendes, Carlos Drummond de Andrade, dentre outros. Os vídeos contam com Libras, legenda e animações em desenhos e não contém áudio.

O “Poesias em Libras” estreou em 20 de setembro e será veiculado por cerca de 3 meses.

A Vez da Voz espera que a arte possa ser traduzida em muitas línguas.

Confira!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

A Estrela - Manuel Bandeira


A Estrela 

  Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.

Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.

Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alto luzia?

E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia. 

Manuel Bandeira

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Tudo Passa - Rimar R. Segala


Mensagem positiva onde sempre percorremos durante todas trajetoria da nossa vida "Tudo passa".

domingo, 28 de novembro de 2010

Um minuto de silêncio


Silêncio? O que é silêncio?
Uma palavra inventada pelos ouvintes?
Explica-me tu, o que é silêncio?
Olhas-me assim?
A viver no silêncio?
Ser Surda é ser Silêncio?
Vou ao dicionário, folheio nas últimas folhas
vou ao "s"... encontro "SURDO"
"Que ou aquele que não ouve."
Sou aquele que não ouve?
É assim que me vês?
Vou ao "silêncio"
"ausência de ruídos"
ruído? o que é "ruído"?
Mais uma palavra do ouvinte.
Não, desconheço o silêncio
Desconheço o ruído
Desconheço essas palavras.
Simplesmente, não ouço?
Ouço sim, ouço as minhas mãos, ouço as tuas
as minhas mãos é que são minha voz.
São elas que fazem encantar
São elas que fazem escrever estas palavras,
são elas que fazem gestos, sabe o que é gesto?
Gestos são palavras esculpidas
mas silêncio e ruído,
desculpe mas não os conheço!


Marta Morgado
Mestrado em Lingua Gestual Portuguesa - LGP
Coordenadora de LGP no CED Jacob Rodrigues Pereira

Poema LIBRAS de Vanesa Lessa



Repare nos movimentos, graciosidade e na construção mental que essa poesia nos propociona, bela junção de sinais, enfim. Belo Poema!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

METADE - Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito, a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que amo seja pra sempre amada mesmo que distante
Porque metade de mim é partida, a outra metade é saudade.
Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço, a outra metade é o que calo.
Que a minha vontade de ir embora se transforme na calma e paz que mereço
Que a tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso, a outra metade um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
E o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso que me lembro ter dado na infância
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria pra me fazer aquietar o espírito
E que o seu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo, a outra metade é cansaço.
Que a arte me aponte uma resposta mesmo que ela mesma não saiba
E que ninguém a tente complicar, pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia a outra metade é canção.
Que a minha loucura seja perdoada porque metade de mim é amor
e a outra metade também.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Poesia de Mãe ...



Você precisa ser surdo para entender
um mundo vazio e tão diferente
um olhar solitário em meio à multidão
um constante silêncio, quase um castigo
gestos que buscam ajuda, quase sempre em vão.

Você precisa ser surdo
para descobrir que gritar não ajuda
que falar não é sinal de inteligência
que calar não é atestado de loucura
que é apenas ser diferente.

Você precisa ser
participante deste mundo
Onde mãos falam e olhos escutam
Onde o corpo dá a nota e o ritmo
É um mundo especial para pessoas especiais.

Você precisa
saber as dificuldades de um vocabulário resumido
(Onde muitas palavras não existem)
perdoar quando não obtiver resposta
(Imaginar que não foi compreendido)
vê-los ignorarem os risos
(Apenas para fazerem parte do nosso mundo perfeito)

Você...
... provavelmente não é deste mundo
... nem pode se tornar parte dele
Mas as palavras faladas de suas mãos em movimento...
... podem torná-lo parte do seu mundo.

Sim, você precisa ser surdo para entender
a alegria de compreender mãos que falam e olhos que escutam
os olhos atentos agradecidos às respostas de paz e esperança
o amor que, em Jesus, é possível encontrar

Mas, para isso
Você precisa ser ouvinte e fazer.

Poesia de Patrícia F. da Silva, 24 anos, mãe de Renam Fernandes da Silva, 7 anos, paciente com deficiência auditiva do Centrinho/USP desde 2001. Moradores de Araraquara (SP).